quarta-feira, 10 de julho de 2019

Dance the night away




O tempo parou

Quando entraste na sala

Uma visão abençoada,

O mais doce perfume

Encontrei nos teus olhos

Um calmo paraíso



Um sorriso e eu soube

A minha alma foi tomada

Eu tinha de te ter



Eu sabia que devia deixar-te ir

Mas precisava tanto de ti



Vamos dançar p'la noite fora

Balançando até ao romper da aurora

O que posso fazer para ficares?

Ninguém te segurará como eu



Então isto é só uma dança,

Ou um prelúdio para um romance?



Deixa-me roubar-te num balanço,

Segue-me no swing,

Serei o teu rei ainda que só por hoje



Vamos dançar p'la noite fora

Balançando até ao romper da aurora

O que posso fazer para ficares?

Ninguém te segurará como eu

terça-feira, 11 de junho de 2019

I
Olha para o que aconteceu desde que partiste
Um bezerro de ouro está sentado no teu trono
Todos a adorar uma mentira
Sem saberem o quanto morrem por dentro
Os Deuses vãos dos nossos tempos
Que se banham em ouro e orgulho
Morrem em busca de fama
E o mundo fica na mesma
Mestres da Ilusão
Com medo do esquecimento
Todos Ídolos com pés de barro
Vazios por dentro e a venderem-te a sua carne
Os Deuses vãos dos nossos tempos
Que se banham em ouro e orgulho
Morrem em busca de fama
E o mundo fica na mesma
II
Vi incredulo
O desmoronar dos nossos sonhos
A conquista da sanidade pela loucura
Em directo nos stream de media
Tudo em directo na TV
Em plena luz do dia, para o mundo ver
Conclusões tiradas é preciso reagir
Atacar, atacar, atacar
Cegos pela fé em enganadores
Todos queriam vingança
E acabaram por comprar uma guerra
Sem trincheiras nem tréguas
Então sentes que nada está certo,
Isto é um jogo de perguntas
Estás há muito numa busca
Mas não sabes onde está a verdade?
Há uma voz na tua cabeça
Porque é que não a ouves?
Para que é que lutas afinal? A tua vida ou os interesses de uns poucos?
Tens que discernir o que é correcto. Acreditas nas notícias?
Começas no teu caminho 
E és cego pela luz
Tantas falsas verdades
Que não dá para destingir a certa
Há uma voz na tua cabeça
Porque não a ouves?
Há uma consciência na tua cabeça
Porque é que não a ouves?
III
Então é isto?
Irá a indiferença fazer-nos cair?
Não haverá algum herói que ainda sobre para nos salvar?
Somos nós quem permite
Tão poucos fazerem tanto sem nosso conhecimento
Não é como se eles fossem lobos disfarçados
Portanto, porque é que continuamos a sustentar as suas mentiras?
Eles vão esconder a verdade com um véu espesso
Para não saíres antes de o espectáculo acabar
Mas pensa e vais descobrir
Que és só carne fresca
E eles estão prestes a comer
Não é como se eles fossem lobos disfarçados
Portanto, porque é que continuamos a sustentar as suas mentiras?
Nó vê-mo-los, falamos com eles e até votamos
E isso é mesmo antes de eles atacarem, directo ao pescoço
IV
A afogar num mar de informação
Afastado da fonte da criação
Levado até ao limiar da loucura
Sem significado para a eternidade
Eles querem controlar o que dizes e deixas de dizer
Querem controlar o pensamento
O plano deles é enganar, querem que acredites
A vida é o que compraste
Então sentas-te em frente à tua TV
Passa-se tanta coisa, mas consegues ver?
És só um número, uma coisa
Um pequeno pino numa máquina enorme
Eles querem controlar o que dizes e deixas de dizer
Querem controlar o pensamento
O plano deles é enganar, querem que acredites
A vida é o que compraste
V
Quantas versões há de cada um de nós?
Tens a certeza que tu és tu, ou és outra pessoa qualquer?
Porque é que não te importares é uma escolha?
É assim tão difícil olhar? Atreves-te sequer?
Está certo
Olhar para o lado
E deixar o mundo rebentar?
Porque recusares-te a escolher
Quando são as escolhas que nos fazem crescer?
Tudo o que se sabe
É o que é visto
Num ecrã de média
E rimos do palhaço
Enquanto o circo arde!
Vidas obscurecidas por nuvens de fantasia
Que mascaram o quanto a realidade é feia
Faz-se streaming de dias infinitos de apatia
Com factos tornados mentira pelas ideologias
Está certo
Olhar para o lado
E deixar o mundo rebentar?
Porque recusares-te a escolher
Quando são as escolhas que nos fazem crescer?
Tudo o que se sabe
É o que é visto
Num ecrã de média
E rimos do palhaço
Enquanto o circo arde!

VI

O ar parece carregado
Electrificado
Uma calma relativa antes da tempestade
A vida parece codificada
O destino ligado
A coisas sem feitio ou forma

A vida tem de ser mais 
Que dias sem fim
Tem de haver significado
Algo que transcenda!

Um estranho sono acordado
Cái com tal profundidade
Que parece matar a alma
Só conchas deixadas para trás
Quebradas por dentro
À espera de envelhecer

A vida tem de ser mais 
Que dias sem fim
Tem de haver significado
Algo que transcenda!
Tudo parece ser mais
Que aquilo com que conseguimos suportar
Poderá alguém, por favor,
Dar-nos esperança?

Não há mais profetas
Não há mais verdades
Parece que fomos deixados sozinhos
Agora o dinheiro é poder
O poder é lei
E a vida pesa como uma pedra!
A vida tem de ser mais 
Que dias sem fim
Tem de haver significado
Algo que transcenda!
Tudo parece ser mais
Que aquilo com que conseguimos suportar
Poderá alguém, por favor,
Dar-nos esperança?

segunda-feira, 20 de maio de 2019

Vi um video de Vítor Rua a desconstruir a musica de Conan Osiris

O homem tem direito a ter a sua opinião e não a contesto!
Não obstante, durante o video há frases como "Ele é afinadíssimo, aquilo que se passa na música, por trás, é que dá essa ilusão de desafinação"! Errado! Afinação é algo que existe apenas dentro de um contexto. Se ele estiver a cantar sem música, a questão da afinação não se coloca (tanto) uma vez que não há relações entre notas que possam pôr em evidência essa "desafinação" mas a partir do momento em que há musica a tocar, a afinação da voz é em relação à música! Portanto, ou a música está mal, ou a voz!
Noutro ponto ele fala da comparação entre o Conan e o António Variações, afirmando que não há qualquer comparação possível, uma vez que o Conan fazia tudo sozinho enquanto que o Variações precisava de um batalhão de gente! E isto é verdade - mas é uma analise altamente enganadora e falaciosa e eu explico o porquê!
O Conan Osiris existe numa época em que qualquer pessoa com um telemóvel tem app's de gravação e produção musical! Com um PC então, pode-se gravar orquestras sinfónicas inteiras, produzir qualquer som imaginável! A tecnologia evoluiu de tal forma que mesmo as partes mais complicadas da produção (a mistura e a masterização) já tem auxiliares electrónicos que conseguem pôr qualquer faixa a soar bem! No tempo do António, gravar com qualidade era algo só ao alcance daqueles que tinham contratos com editoras discográficas. As gravações eram feitas em bobines de fita por músicos a sério, não havia cá grandes sequênciações e electrónica. No lado caseiro, a maior das aspirações era ter um gravador de 4 pistas que já dava para gravar uma maqueta ranhosa...
Portanto, acredito que o António, se ainda cá andasse, estivesse também sossegado em casa a fazer as cenas dele sem precisar de mais ninguém...

E isto não é uma crítica ao Conan. É uma crítica ao Sr. Vitor Rua :)

sexta-feira, 10 de maio de 2019

Mandaram-me hoje um link...

...para uma versão que a Carolina Deslandes e mais umas quantas cantoras (que me perdoem se não sei quem são, mas a vida é assim) fizeram da música que vai representar cá o burgo nas terras onde cristo andou, música essa do herói da Trafaria!

E sabem que mais?

Sou tão estúpido que abri o link...

(a versão está mesmo muito bem feita, os arranjos espectaculares, a voz das meninas está perfeita, mas... )

(não, não vou pôr aqui o link, não quero ser responsável pelos traumas de ninguém!)