...que o Tony, um amigo meu, saiu de dentro do quarto a chorar e se voltou para mim e disse:
-É um rapaz!
Nunca mais voltámos à Tailândia
Não há aqui absolutamente nada que valha a pena. Nem sequer o autor. O Autor desresponsabiliza-se por quaisquer danos psíquicos que a leitura disto possa causar.
...que o Tony, um amigo meu, saiu de dentro do quarto a chorar e se voltou para mim e disse:
-É um rapaz!
Nunca mais voltámos à Tailândia
...em que não foi o vencedor quem verdadeiramente ganhou. Apesar das aparência, da votação mais alta de sempre numa segunda volta e de alguns comentadores estarem a tentar vender isso como legitimação, a verdade é que não interessava quem era e fosse quem fosse ia ter este resultado, desde que o opositor fosse quem foi.
E é pena, porque mais uma vez andamos a escolher o menos mau, em vez do melhor entre os melhores...
Esta história é baseada em acontecimentos reais.
Tiago e Sofia conheceram-se antes de saberem verdadeiramente quem eram. Cresceram juntos, construíram uma vida, criaram um filho e partilharam décadas de rotinas silenciosas, pequenos gestos e presença mútua. O amor deles não era dramático, mas era real.
Quando o filho sai de casa, algo começa a mudar — não por traição ou crueldade, mas por silêncio, mal-entendidos e necessidades que nunca chegam a ser ditas. Sofia sente uma inquietação que não consegue nomear. Tiago acredita que o amor é continuidade, estabilidade, permanência. Nenhum dos dois sabe traduzir em palavras aquilo que está a sentir.
É uma história profundamente humana sobre desconexão emocional, sobre a solidão que pode existir dentro de relações longas, e sobre o que resta quando duas pessoas se perdem uma da outra sem nunca o terem querido.
Para leitores que já viveram uma perda emocional sem saber como lhe dar nome, esta história oferece linguagem, reconhecimento e uma companhia silenciosa.
Há muito tempo que não escrevo algo de propósito para pôr aqui.
Bem, hoje foi o dia.
Esta história é baseada numa história verdadeira. Para terem uma ideia, a minha fã numero 1 (a minha dignissima esposa, acrecente-se) parou de ler isto e diz que não quer continuar. E eu percebo-a. Não é uma história fácil. Portanto já nem espero que alguém que por aqui passe a leia integralmente. Mas fica aqui.
E porque isto aconteceu - claro que não bem assim, baseado não é relatado - pode vir a acontecer de novo. E se ler isto servir de aviso a alguém, então valerá a pena estar aqui.
Mas deixemo-nos de tretas...